sexta-feira, 28 de junho de 2013

5º DIA

5º DIA. Itaituba – Jacareacanga 409 km


O hotel no qual me hospedei fica com vista para o rio Tapajós. Não tem como não achar bonito. Aquele rio deve ser um paraíso para quem gosta de pescarias. Saí às 7:30 h lembrando da conversa que tive com Sr Peixoto ainda na balsa. Ele me alertou que este trecho tem pouco trânsito e relevo muito acidentado, com muitas serras e curvas...o tempo todo. Apesar de ter feito todo o planejamento das rotas, sempre pergunto para alguém da cidade como estão as estradas e isso ajuda muito. Logo no começo confirmei que a estrada acompanha as curvas do rio que sumia e aparecia na mata. 

Tive que fazer a foto de cima da moto, pois não dava para estacionar

Não demorou muito para chegar no Parque Nacional da Amazônia, a atração mais esperada do dia. Parei para uma foto na placa e já na primeira ponte fiquei em estado de choque com a beleza do lugar. Percebe-se claramente que aquela mata só tem uma intervenção do homem: a própria rodovia transamazônica. A floresta é muito densa e o cheiro é marcante. Tudo intacto em perfeita sintonia. A medida que seguia pela estrada era como se eu fosse um intruso. Tudo isso se misturava ao fato de eu estar sozinho no meio daquela selva crua, e batia uma sensação forte...só estando lá para saber. E assim eu segui por todo o Parque que estava com a estrada bem úmida, pois tinha chovido no dia anterior (fiquei sabendo em Jacaré quando cheguei). Era preciso pilotar com cuidado, já que meus pneus eram de uso misto. 





Não havia necessidade de placas avisando que o Parque Nacional da Amazônia tinha acabado (mais de 100 km de distância). Era muito óbvio, pois a vegetação muda bruscamente. A partir dali o homem tinha colocado a mão. Segui em direção ao km 180. Lá, vende-se gasolina a R$ 5,00 o litro (que legal), tem uma pista de aviões pequenos que servem, principalmente, aos garimpos da região. Conheci o Edson, mecânico de aviões, o Ocean, Marcelo e a figura do local: Equimar. Se você for ao km 180 e o assunto for ouro, fale com Equimar. Que figura. 




Instalei a câmera em outro ângulo, anotei mentalmente as dicas valiosas de Ocean sobre a estrada e continuei. No dia anterior a poaca foi a protagonista e hoje a pista estreita com as insistentes subidas e descidas de serras (creio que passei por mais de 100 serras, sem exagero) me deixaram tenso. Os veículos no sentido contrário só fazem a curva no meio da pista, então diminuí o ritmo, pois do que adianta uma estrada ótima de cascalho mas tão estreita que mal cabem dois carros num cruzamento? Jacareacanga não fica na BR230. Você tem que entrar por 8 km. Fiz umas fotos na placa de boas vindas, quando um funcionário, que estava instalando a placa, perguntou de onde eu vinha. Respondi, e para puxar conversa, perguntei se estava longe de Jacaré. Ele disse: se você fosse de bicicleta era longe mas nessa máquina você chega em 5 minutos. Esqueci de perguntar se ele era cearense.


 Cheguei em Jacareacanga e fui logo no hotel indicado pela galera do km 180. Hotel simples, mas limpo e aconchegante.

DVD América sem fronteiras em breve!!! Fotos, vídeos e relatos!

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