14º DIA. Puerto Maldonado (Peru) – Cobija (Bolívia) - Brasiléia (Acre)
Tentei sair o mais cedo possível para visitar uma cidade
boliviana e talvez realizar umas comprinhas. No entanto, demorei no café da manhã
e tive dificuldade de acessar a ponte que leva à saída da cidade. Andei pelo
subúrbio de Puerto Maldonado às margens do rio Madre de Dios, que no Brasil se
torna o Madeira, e percebi o quanto a
cidade é pobre. Abasteci após a ponte e segui viagem pela Interoceânica. Planchon
ficou para trás e em seguida veio Mavila onde parei num pequeno bar para tomar
água. Havia uma turma bem animada bebendo e falando alto. Estavam tipo tirando sarro do dono do bar e o clima era de muita alegria. Quando entrei no local todos se calaram diante deste motociclista todo a caráter. Começaram a fazer várias perguntas, admiravam a moto e toda a bagagem sobre ela. Muito simpáticos, ofereceram-me uma bebida, mas preferi tomar água mesmo. Depois de algumas fotos, segui viagem com a turma se despedindo com entusiasmo.
http://youtu.be/fgWMXKfXwe0


Num trecho em obra, conheci Mauro que estava a
passeio com a esposa e a irmã. Na verdade era uma grande aventura, pois
visitaram Cusco, Nasca e Titicaca (se não estou enganado) a bordo de um Gol Rallye.
Mauro e a esposa moram em São Paulo e a irmã em Rondônia. Trocamos ideias e
batemos um bom papo até próximo a fronteira com o Brasil. Mauro também é
fissurado por motos e tem uma Honda Transalp. Combinamos de almoçarmos juntos
em Assis Brasil e acabou não sendo possível devido ao desencontro causado por
uma forte chuva no momento em que eu estava na aduana peruana.
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| Próximo à Bolívia |
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| Serviço de imigração peruano |
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| Aduana peruana |
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| Acesso a Assis Brasil |
Na aduana
brasileira, um policial federal puxou conversa sobre viagens de moto, outro
pediu um adesivo. Dei baixa no passaporte e segui em direção a Brasileia
observando a enorme diferença entre as estradas peruanas e brasileiras, que no
caso era a mesma rodovia. Infelizmente a nossa estrada do pacífico é mal tratada, sem
muita manutenção e com mato avançando a pista. O Peru é um país pequeno em
relação ao Brasil, tem um relevo bastante acidentado e atravessado, nada mais
nada menos, pela Cordilheira dos Andes, com certeza recebe menos recursos
financeiros que o Brasil, mas suas estradas estão excelentes. Pelo menos nos
locais por onde passei. Cheguei em Brasileia e avistei Mauro. Combinamos de nos
encontrar em Cobija na Bolívia. Na loucura do trânsito, não o encontrei mais.
Brasileia estava em festa devido a uma micareta e, segundo informações, o Acre
estava todo naquela cidade. Com muita dificuldade consegui acessar a Bolívia e
conheci a pequena Cobija. Fiz algumas compras, pois os preços eram bem
atraentes, chegando alguns produtos a custarem a metade do preço praticado no
Brasil. Decidi retornar ao Brasil e seguir para Rio Branco. Cheguei a rodar uns
15 km e me vi cansado rodando à noite numa estrada perigosa, devido aos assaltos (segundo comentários colhidos). Resolvi pernoitar em Epitaciolândia. Não me empolguei com nenhum hotel
disponível. Voltei a Brasileia mais uma
vez, encontrando um hotel ótimo já na saída oposta da cidade. Isto mostra que numa viagem deste porte nem tudo sai como planejado e é preciso tomar decisões certas no momento oportuno. Saí para jantar,
entrei em contato com a família e simplesmente apaguei na cama.