domingo, 30 de junho de 2013

7º DIA

7º DIA Humaitá


Como estava com um dia adiantado no roteiro resolvi ficar em Humaitá para ajustes na moto, lavar roupas e descansar. À procura de uma concessionária Yamaha, conheci o Juan. Um uruguaio que vive em Humaitá com a família há 10 anos. Juan tem uma oficina autorizada da Yamaha e é bem humorado e prestativo. Todos, inclusive eu, enchemos o saco dele pela derrota do Uruguai para o Brasil. Como ele não tinha o filtro de ar da XT 660, me orientou onde compra-lo em Porto Velho, que é a referência de tudo para esta cidade, pois fica a menos de 2 horas daqui. Amanhã começa uma nova etapa, sem poeira.

Juan me levou até o lava jato
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6º DIA

6º DIA. Jacareacanga – Humaitá 690 km


Dormi cedo ontem, pois aquele sobe e desce consumiram minhas energias. Acordei bem cedo e comecei a arrumar as coisas na moto. Segundo meu irmão Antônio de Pádua – exímio motociclista, aliás, desenvolvi esta paixão, em parte, através dele e gostaria muito que ele estivesse aqui – arrumar bagagem em moto é uma arte e para poucos. A cada dia eu aprimorava esta técnica. É preciso calcular aonde a moto vai estabelecer força na bagagem. Nesse ponto você deve fortalecer as amarras. Minha bagagem não soltou nenhuma vez. Na porta do hotel, vários adesivos de expedições passadas por ali. Fiz o mesmo fixando o da América sem fronteiras. Conversei sobre a seleção brasileira com o Paulo (responsável pelo hotel). A conversa estava boa e saí depois das sete. Nem tive pressa já que a neblina demora de acabar.  Com as informações colhidas parti e percebi que a estrada tinha o mesmo perfil da de ontem. Logo o número de serras foi diminuindo, como também a altura das mesmas. Passei pela divisa entre os estados do Pará e Amazonas e continuei até chegar na primeira balsa do dia no rio Sucunduri.





 Paguei R$ 10,00 e se não tivesse carro do outro lado seria R$ 20,00. Segui em direção a Apuí-AM. A estrada estava boa, pois o governo colocou a sua manutenção como obra emergencial no ano passado. Encontrei um caminhão capotado e homens passando a carga para outro.



 Passei por Apuí às 13:30 h, abasteci e resolvi almoçar só na próxima balsa. No roteiro planejado, eu ficaria para dormir nesta cidade mas achei melhor prosseguir. Ainda era muito cedo. Assim eu ganharia um dia para manutenção na moto e lavar as roupas.

Apuí - AM
 A estrada era bem larga e em bom estado com um cascalho gostoso de se andar. Lembrou a estrada da fazenda Rio Vermelho no Pará quando estava boa, só que mais larga. Cheguei no lugar chamado Mata Matá, às margens do rio Aripuanã de águas também escuras. Existe uma agencia com pacote turístico para grandes pescarias, com instalações dentro da mata, ida de barco e volta de avião...negócio de luxo. Almocei no restaurante que serviu de fundo para muitas fotos de aventureiros que passam por lá. Falei ao Sr Manuel que ele era famoso na internet, pois estava em várias fotos. Achou graça disso e me deixou bem a vontade para me servir na sua humilde cozinha. 



Balsa do rio Aripuanã

Segui pela rodovia deixando a poeira para trás. Acho que uma foto de cima dessa cena ficaria bem legal. Na próxima contrato um helicóptero para fazer isso (rsrs). Ao avistar a placa abaixo tomei um susto. Já cheguei no Machu Picchu?



 Passei pelas aldeias dos índios chamadas Terra indígena Tenhrin Jiahoy Tapy’ynha Rapepukua Aregwyra Kwepykava, que me cobraram R$ 10,00 de pedágio. Por ironia, neste trecho a estrada estava bem ruim, com muitas valas no sentido horizontal. Quando faltavam poucos km para chegar em Humaitá, parei em uma casa para beber água e lavar a viseira e esses três me receberam. Alisson, Talia e o outro não entendi o nome depois de três tentativas. Tive vergonha de perguntar de novo.



 Finalmente cheguei em Humaitá, às margens do rio Madeira. Tive que esperar por quase uma hora pela balsa, pois aqui o fuso é -1 em relação ao Ceará. Na cidade fui logo em um hotel para deixar as coisas e em seguida a um posto para fazer troca de óleo, filtro de óleo e verificar o filtro de ar, que estava imundo.    

Rio Madeira - Humaitá -AM

Trocando o óleo e filtro
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

5º DIA

5º DIA. Itaituba – Jacareacanga 409 km


O hotel no qual me hospedei fica com vista para o rio Tapajós. Não tem como não achar bonito. Aquele rio deve ser um paraíso para quem gosta de pescarias. Saí às 7:30 h lembrando da conversa que tive com Sr Peixoto ainda na balsa. Ele me alertou que este trecho tem pouco trânsito e relevo muito acidentado, com muitas serras e curvas...o tempo todo. Apesar de ter feito todo o planejamento das rotas, sempre pergunto para alguém da cidade como estão as estradas e isso ajuda muito. Logo no começo confirmei que a estrada acompanha as curvas do rio que sumia e aparecia na mata. 

Tive que fazer a foto de cima da moto, pois não dava para estacionar

Não demorou muito para chegar no Parque Nacional da Amazônia, a atração mais esperada do dia. Parei para uma foto na placa e já na primeira ponte fiquei em estado de choque com a beleza do lugar. Percebe-se claramente que aquela mata só tem uma intervenção do homem: a própria rodovia transamazônica. A floresta é muito densa e o cheiro é marcante. Tudo intacto em perfeita sintonia. A medida que seguia pela estrada era como se eu fosse um intruso. Tudo isso se misturava ao fato de eu estar sozinho no meio daquela selva crua, e batia uma sensação forte...só estando lá para saber. E assim eu segui por todo o Parque que estava com a estrada bem úmida, pois tinha chovido no dia anterior (fiquei sabendo em Jacaré quando cheguei). Era preciso pilotar com cuidado, já que meus pneus eram de uso misto. 





Não havia necessidade de placas avisando que o Parque Nacional da Amazônia tinha acabado (mais de 100 km de distância). Era muito óbvio, pois a vegetação muda bruscamente. A partir dali o homem tinha colocado a mão. Segui em direção ao km 180. Lá, vende-se gasolina a R$ 5,00 o litro (que legal), tem uma pista de aviões pequenos que servem, principalmente, aos garimpos da região. Conheci o Edson, mecânico de aviões, o Ocean, Marcelo e a figura do local: Equimar. Se você for ao km 180 e o assunto for ouro, fale com Equimar. Que figura. 




Instalei a câmera em outro ângulo, anotei mentalmente as dicas valiosas de Ocean sobre a estrada e continuei. No dia anterior a poaca foi a protagonista e hoje a pista estreita com as insistentes subidas e descidas de serras (creio que passei por mais de 100 serras, sem exagero) me deixaram tenso. Os veículos no sentido contrário só fazem a curva no meio da pista, então diminuí o ritmo, pois do que adianta uma estrada ótima de cascalho mas tão estreita que mal cabem dois carros num cruzamento? Jacareacanga não fica na BR230. Você tem que entrar por 8 km. Fiz umas fotos na placa de boas vindas, quando um funcionário, que estava instalando a placa, perguntou de onde eu vinha. Respondi, e para puxar conversa, perguntei se estava longe de Jacaré. Ele disse: se você fosse de bicicleta era longe mas nessa máquina você chega em 5 minutos. Esqueci de perguntar se ele era cearense.


 Cheguei em Jacareacanga e fui logo no hotel indicado pela galera do km 180. Hotel simples, mas limpo e aconchegante.

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4º DIA

4º DIA. Altamira – Itaituba 495 km

http://youtu.be/fgWMXKfXwe0


Dormi cedo na noite anterior e por isso acordei 3:40 h sem sono. Resolvi catalogar as fotos e uma parte dos vídeos. Tomei um café da manhã caprichado e ao organizar a bagagem vieram três funcionários de uma empresa, também hospedados no hotel, e fizeram algumas perguntas admirando a aventura. Divulguei o blog para eles, fiz algumas fotos e parti já meio tarde, 7:45 h. Entre Altamira e Medicilândia há muitas tranqueiras, o que não permitiu um bom rendimento no trecho. Presenciei uma máquina retirando pedras enormes da antiga rodovia para que a nova seja pavimentada.






 Existem muitas pedras nesse local. Mais adiante instalou-se uma britadeira que serve às obras da estrada utilizando as próprias pedras dinamitadas. Construção de estrada é realmente algo muito caro para nossos cofres. Muitos operários, muitas máquinas e muito tempo para o desfecho final. Nesse caso “só” uns 40 anos. As obras estão presentes até o município de Uruará, onde abasteci mais uma vez e tomei uma água.

Uruará-Pa
O próximo lugar seria Placas. Um trecho bem difícil pelos buracos, valas e pedras. Não há obras nesse pedaço de chão. Demorei uma hora e meia aproximadamente para fazer apenas 63 km. Como meus sentidos e reflexos foram mais exigidos, senti dores no joelho esquerdo (operei o direito em janeiro deste ano) e na mão direita.  Parei duas vezes só para alongar. Em uma delas o lugar era meio sinistro. Havia um galpão ao longe cheio de cadeiras vazias e eu conseguia ouvir um barulho estranho vindo da mata. Não esperei nada. Liguei a moto e me mandei dali. Era muita coisa estranha, ainda por cima eu, que tenho 40% de déficit auditivo, ouvindo coisas de longe. Era para rir. De Placas à Itaituba, passando por Rurópolis, há trechos bons e ruins. 

Trevo de Rurópolis-Pa de acesso a Santarém-Pa

Rurópolis-Pa
Acontece que os bons tem aquilo que é o terror da transamazônica: a poaca. Aquele pó que quando você pisa no chão o pé fica coberto por uma espécie de talco. Se chover e você não estiver com o pneu adequado é roça na certa.


Pó terrorista
Imaginem todas andando juntas nesse trecho.
Pois bem, esse foi o pedaço de chão mais difícil da viagem até agora. Buraco eu desvio, pedra também, mas aquele pó impossibilita de fazer qualquer coisa. E o pior é que os pontos eram dentro de mata fechada formando túnel. A visão era completamente impedida. Engoli muita poeira. Chegou um momento que minha viseira não dava mais para ser usada fechada. Usei os óculos de sol com a viseira aberta. Depois nem os óculos davam jeito. Meu medo maior era de bater de frente com um carro no sentido contrário. Finalmente saímos daquele túnel de mata e a poeira se dispersou e ultrapassei aquele filho da mãe (na verdade eram duas carretas andando juntas disputando quem fazia mais poeira na minha cara). Numa vila chamada km 85 dei uma parada rápida para lavar o rosto e a viseira, mas antes fiz esta foto abaixo com a ajuda de uma senhora, que não parava de rir da minha cara. 


Me recompus rapidamente pois já haviam passado 3 carros de passeio desesperados para não serem alcançados de novo pelas carretas. Fiz o mesmo e só parei em Itaituba. Um pouco antes de Itaituba avistei uma cobra no chão ainda se mexendo. Quando parei para fazer uma foto, passou um carro e acabou de mata-la. Não sei qual é a espécie, mas tenho uns dois amigos especialistas nesse assunto. Vou deixar para eles identificarem (rsrs).



O rio Tapajós é muito bonito. Apanhei a balsa e procurei um hotel que tivesse coragem de me hospedar. Eu estava imundo. 

Rio Tapajós - Itaituba-Pa
Assista a um vídeo deste dia acessando: http://www.youtube.com/watch?v=wlKViocsZeM


3º DIA

3º DIA. Marabá – Altamira - 487 Km


Acordei cedo pensando no que ia ver pela frente nesta estrada que já foi palco da realização de tantos motociclistas aventureiros. E ali estava eu diante dela e sozinho, mas feliz. Tudo que queria era percorrê-la. Aproveitar cada trecho de terra com todas as dificuldades sempre impostas por esta rodovia cheia de história. Me despedi do Elton e saí devagar pela cidade que ainda estava dormindo e coberta por neblina. No final do asfalto parei para uma foto e imaginei quantos não fizeram o mesmo naquele ponto, seja ao sair ou ao entrar. Com certeza, muitos.





 A partir dali, era a hora. A hora que a criança chora e a mãe não ouve. Era o percurso mais desejado pelos que gostam de off road, como eu. Poeira , buracos, pedras enterradas com pontas afiadas esperando um pneu para cortar, caminhões fazendo mais poeira ainda e dificultando a vida de quem deseja atravessar esta rodovia. Tudo isso, para muitos, é motivo de evita-la, mas para mim é motivo de enfrenta-la. Sempre tive muita vontade de fazer isso. Sei dos riscos e não sou irracional de pilotar sozinho e no limite numa estrada, digamos, selvagem. Então o que eu pudesse aproveitar ia fazer agora.  A estrada estava boa com alguns buracos surpresa e a neblina ainda atrapalhava a visão. Logo no começo alcancei duas carretas que faziam muita poeira. Por sorte fazia um fraco vento ajudando a afastar a poeira do campo de visão e só assim consegui ultrapassá-las. Passei por várias motos fazendo a rotina de distribuição de leite das fazendas. A medida que os raios de sol apareciam através da mata clareando os tuneis, eu seguia agradecendo por estar ali. Era tudo muito bonito. Vegetação densa, cheiro de mata molhada, poeira, tudo isso causava em mim uma sensação muito boa. Alguns trechos pareciam asfalto de tão compactado que estava o chão. O asfalto finalmente ia chegar para este povo que tanto sofreu por estas estradas desde a sua inauguração na década de 70. Que longa espera. Em Novo Repartimento fiz um lanche equivalente a um almoço. 

Novo Repartimento


Na saída criou-se um aglomerado de umas vinte pessoas a minha volta, todos admirando a moto, a forma como a bagagem estava organizada e faziam muitas perguntas. Segui tentando acertar quantos não descansaram aqui depois dessa primeira etapa. A partir dessa cidade havia mais obras na estrada. No caminho fiz amizade com Flavio de Altamira. Um sujeito também apaixonado por motos. Percebi logo pela atitude, pois quando passei por ele, dei uma buzinada discreta de cumprimento e ele voltou só para conversar comigo. Estava indo para Pernambuco (acho) numa Tenere 250 nova. Por coincidência era um treino para também realizar uma viagem pela América do Sul. Batemos um bom papo sobre motos e viagens. Perto de Pacajá há ladeiras muito íngremes, nas quais tive dificuldade de passar, pois a terra estava frouxa devido às obras...pensei como deveria ser difícil passar aqui antes das obras, ao natural. É o lugar onde passar por caminhões é extremamente arriscado, pois as laterais são pequenos precipícios e a poeira impediria a visão nos declives acentuados. Parei rapidamente em Anapú e completei o tanque por precaução. Quando faltavam aproximadamente 70 km para Altamira, bateu um sono pesado misturado com fome. Foram os motivos para fazer mais uma parada na Vila do 10 e almoçar no restaurante da Dona Rosinha. 


Vila do 10



Comida simples e saborosa. Fiz uma pausa de 1 hora e segui para conhecer as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, motivo do progresso da região. Belo Monte é uma obra gigantesca. Os funcionários dizem que será a 3ª maior do mundo. Sem dúvidas causará impactos ambientais, mas na minha humilde opinião, impacto grande também é o que esse povo sente desde que esta BR foi criada. O progresso não vinha para cá. Com esta obra houve uma mudança brusca no modo de vida das pessoas.

Obras da hidrelétrica de Belo Monte - Altamira-Pa


 Cheguei em Altamira e procurei por um bom hotel, pois eu estava exausto. Não foi fácil encontrar vaga devido ao movimento em torno dessas obras. 

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

2º DIA


2º DIA. Presidente Dutra – Marabá 672 km

Dormimos combinado de tomar café da manhã no hotel, mas mudamos de ideia porque naquela hora não tínhamos a menor fome e seguimos com primeiro destino em Grajaú. O GPS não servia de nada. Esse mapa da Garmin não acerta uma. A estrada estava em ótimo estado com inúmeros retões o que permitia pilotar a 120 km/h de forma segura.



  Parada em Grajaú para café, abastecimento e óleo na corrente. A corrente foi limpa em um lava jato antes de lubrifica-la. Por onde passávamos, mais curiosos faziam perguntas. Eu já sabia que a transamazônica estava em obras e um caminhoneiro me deu detalhes, pois tinha acabado de passar por lá. Próximo a Grajaú há várias aldeias indígenas e cada uma tem duas lombadas. Interessante o nome dado a cada aldeia. Cena triste ver esses índios pedindo ajuda na estrada. Para tanto eles puxam uma cordinha atravessando a rodovia para que os carros parem. A questão é que nem todos param. Continuamos em direção a Porto Franco com o asfalto bem conservado e com muitos pastos à margem da rodovia. Na chegada a Porto Franco, paramos para uma foto e minha moto tombou quando fui apanhar o tripé. É preciso estacionar com boa inclinação já que uma vez tombada é super difícil levanta-la sozinho por causa da bagagem. Chegamos em Estreito, divisa entre MA/TO e paramos para almoço. Seguimos pela BR 230 com belas paisagens de campos  e estrada muito bem conservada com muitas retas. Em Luzinópolis encontramos uma turma que estava voltando de uma trilha em suas CRFs. Pessoal gente boa, conversamos um bocado sobre trilhas. O engraçado é que nesse trilhão tinha moto de toda espécie, inclusive Honda Biz toda preparada. Passamos mais uma vez por uma divisa entre MA/TO através de outra ponte também grande que unia as margens do rio Tocantins.







A partir daqui passamos por alguns trechos de chão. Era a transamazônica mostrando o que vinha pela frente. Num desses trechos o baú traseiro do Elton caiu e foi preciso comprar mais elásticos para fixa-lo. Chegamos em Marabá por volta das 17:30 h e fomos logo procurando um local para troca de óleo do motor. Como era domingo não encontramos e a saída foi eu mesmo realizar a troca em um posto. Percebemos também um pequeno vazamento de óleo na moto do Elton, o que nos deixou preocupados, pois um parafuso do motor estava solto. Deixaríamos para fazer o conserto no outro dia cedo e fomos para um hotel. Por questões particulares, Elton decidiu retornar ao Ceará. Foi uma decisão difícil para ele, mas após colocar na balança achou melhor assim. Fiz alguns reapertos na minha moto, já que a partir dali eu seguiria sozinho pela transamazônica em seu trecho mais off...ou nem tanto.


 Luquinhas, Fefê, Gabi...estão me ouvindo?

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