Bem galera, estou aqui para apresentar a vocês este espetacular projeto, que na verdade nem eu tenho total noção de sua grandeza. Eu, que de forma ativa, participei de todas as etapas de sua elaboração, vez ou outra me questiono sobre a minha real capacidade de colocá-lo em prática. Moto, equipamentos, acessórios, estação, trabalho, família, enfim, são muitas as variáveis com poder de definição quando se trata de uma aventura desse calibre. Os lugares pretendidos são um caso a parte. Inicialmente a intenção era conhecer somente o Machu Picchu, acessando-o pela rodovia transamazônica, mas à medida que o projeto ia se desenrolando e levando-se em conta o nosso endereço (Ceará), percebi que seria um tremendo desperdício ir a Cuzco e não conhecer também outros lugares tão exuberantes quanto. Foi aí que aos poucos fui acrescentando novos destinos conforme aumentava a minha curiosidade com as pesquisas sobre os lugares. Claro que o acréscimo de novos pontos turísticos não poderia alterar muito a quilometragem de volta estabelecida inicialmente, pois os compromissos de trabalho e de pai de família não poderiam me esperar. Mas a verdade é que o projeto da expedição ficou muito mais rico com os novos lugares a serem visitados. Talvez eu tenha até passado um pouco do limite, levando-se em conta o tempo disponível para realizar o percurso. Portanto, acredito que foi a abundância de rotas e lugares pretendidos neste projeto que o deram o nome de América sem fronteiras. Um nome bem adequado para esta aventura.
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