9º DIA. Rio Branco – Puerto
Maldonado - 588 km
Ajustei o GPS para o próximo
destino e saí por aquela cidade que jamais pensei um dia trafega-la. Uma concessionária
Honda com várias motos estradeiras e esportivas de várias marcas estavam
prestes a pegar a estrada. Pensei: legal, assim não vou só. Os caras passaram
por mim como se eu estivesse parado. Iam a 160 km/h no mínimo. O ronco
provocado por estas motos é incrível e me causaram um arrepio nas costas. Uma
coisa é você ouvi-los passando de longe, outra coisa é ficar ao lado deles em
movimento. Emocionante. E veio chuva. Para contrastar esse cenário, surgiu um belo arco íris. Acabei passando por alguns dos motociclistas, mas quando a chuva passou, o ronco daquelas motos voltou a abafar o tímido barulho da XT 660. Essa turma ficou em uma pequena
cidade depois de Rio Branco (Capixaba). Parei na polícia rodoviária e enquanto pedia informação um
maluco dizia, “filme eu, filma eu”. Fiz algumas fotos nas placas que indicam esta
rodovia e na entrada para Xapuri, terra de Chico Mendes, até que cheguei em Epitaciolândia. Pouco antes tinha havido um
acidente feio envolvendo uma picukp. A motorista foi levada pelo Samu, segundo
os que estavam no local.
Novamente passei a poucos metros da fronteira com a
Bolívia. País que eu visitaria somente na volta.
| Bolívia dentro da área rosa |
Ao chegar na alfândega brasileira, conheci Vando, responsável pelo posto de combustível
e que me emprestou seu telefone para que eu falasse com minha família. Ali
conheci também o Luciano que estava a passeio com a família em direção a Cusco
também. Carimbei meu passaporte na Policia Federal e me dirigi a
Assis Brasil, última cidade brasileira, para almoço.
Em Iñapari-Madre de Dios-Peru
fui logo à migração. Fui atendido super rápido pela simpática Rosário. Na aduana foi mais demorado, mas no final o agente aduaneiro, muito gentil, me deu um mapa do Peru com informações sobre estradas e atrações turísticas. Tudo que eu precisava. Fiz o cambio a 1,20 (moeda deles está
forte...ou a nossa fraca). Bati papo com Ricardo, um peruano que trabalha com
turismo e estava cuidando da passagem de uma expedição com umas 20 motos e 3
carros. Colhi algumas informações através dele, que foi muito educado e prestativo.
| Iñapari - Madre de Dios - Peru |
| Sr. Zapata, agente aduaneiro. |
Tudo certo, continuei na estrada em território peruano. A paisagem
não muda nada. Se trata da mesma Amazônia brasileira e tem até fazendas com belos pastos. Não fosse pelas placas e
carros diferentes, daria para dizer que estava no Brasil. Iberia foi a primeira
cidade pela qual passei. Tudo bem simples, assim como Mavila e Planchon, outras cidades na sequência. Vários rios cortam a rodovia entre eles Tahuamanu,
Mayumanu e o rio Madre de Dios, já em Puerto Maldonado e que leva o nome do
departamento (correspondente ao estado brasileiro). Nesta rodovia existem
pedágios para automóveis e caminhões, moto não paga. Puerto Maldonado tem
aproximadamente 40 mil habitantes e é a capital do departamento. Seu trânsito é marcado pela presença do que
eles chamam de Motocar. Trata-se de uma moto com carroceria de carro pequeno.
São muitos. Aqui não se vê moto de cilindrada maior que 250. O hotel que eu
pretendia ficar estava lotado, pois a turma da expedição grande tinha reservado
todos os apartamentos. Fui em busca de outro e graças a Deus encontrei um bom.
São muito atenciosos e tentar entender o que um e outro fala se tornou uma
diversão. Cheguei no final da conquista da seleção brasileira em cima da
Espanha. Aqui todos conhecem os jogadores do brasileiros. Eu estava fora do Brasil, estava acontecendo. Bom demais.
| Interoceânica peruana |
| Ponte sobre o rio Madre de Dios - Puerto Maldonado |
| Me lo merezco porque yo también soy hijo de Dios. Rs!! |
| Comemorei |
DVD América sem fronteiras em breve!!! Fotos, vídeos e relatos!
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