domingo, 7 de julho de 2013

9º DIA

9º DIA. Rio Branco – Puerto Maldonado - 588 km


Ajustei o GPS para o próximo destino e saí por aquela cidade que jamais pensei um dia trafega-la. Uma concessionária Honda com várias motos estradeiras e esportivas de várias marcas estavam prestes a pegar a estrada. Pensei: legal, assim não vou só. Os caras passaram por mim como se eu estivesse parado. Iam a 160 km/h no mínimo. O ronco provocado por estas motos é incrível e me causaram um arrepio nas costas. Uma coisa é você ouvi-los passando de longe, outra coisa é ficar ao lado deles em movimento. Emocionante. E veio chuva. Para contrastar esse cenário, surgiu um belo arco íris. Acabei passando por alguns dos motociclistas, mas quando a chuva passou, o ronco daquelas motos voltou a abafar o tímido barulho da XT 660. Essa turma ficou em uma pequena cidade depois de Rio Branco (Capixaba). Parei na polícia rodoviária e enquanto pedia informação um maluco dizia, “filme eu, filma eu”. Fiz algumas fotos nas placas que indicam esta rodovia e na entrada para Xapuri, terra de Chico Mendes, até que cheguei em Epitaciolândia. Pouco antes tinha havido um acidente feio envolvendo uma picukp. A motorista foi levada pelo Samu, segundo os que estavam no local. 





Novamente passei a poucos metros da fronteira com a Bolívia. País que eu visitaria somente na volta.

Bolívia dentro da área rosa


 Ao chegar na alfândega brasileira, conheci  Vando, responsável pelo posto de combustível e que me emprestou seu telefone para que eu falasse com minha família. Ali conheci também o Luciano que estava a passeio com a família em direção a Cusco também. Carimbei meu passaporte na Policia Federal e me dirigi a Assis Brasil, última cidade brasileira, para almoço.


 Em Iñapari-Madre de Dios-Peru fui logo à migração. Fui atendido super rápido pela simpática Rosário. Na aduana foi mais demorado, mas no final o agente aduaneiro, muito gentil, me deu um mapa do Peru com informações sobre estradas e atrações turísticas. Tudo que eu precisava. Fiz o cambio a 1,20 (moeda deles está forte...ou a nossa fraca). Bati papo com Ricardo, um peruano que trabalha com turismo e estava cuidando da passagem de uma expedição com umas 20 motos e 3 carros. Colhi algumas informações através dele, que foi muito educado e prestativo.
Iñapari - Madre de Dios - Peru

Sr. Zapata, agente aduaneiro.

 Tudo certo, continuei na estrada em território peruano. A paisagem não muda nada. Se trata da mesma Amazônia brasileira e tem até fazendas com belos pastos. Não fosse pelas placas e carros diferentes, daria para dizer que estava no Brasil. Iberia foi a primeira cidade pela qual passei. Tudo bem simples, assim como Mavila e Planchon,  outras cidades na sequência. Vários rios cortam a rodovia entre eles Tahuamanu, Mayumanu e o rio Madre de Dios, já em Puerto Maldonado e que leva o nome do departamento (correspondente ao estado brasileiro). Nesta rodovia existem pedágios para automóveis e caminhões, moto não paga. Puerto Maldonado tem aproximadamente 40 mil habitantes e é a capital do departamento. Seu trânsito é marcado pela presença do que eles chamam de Motocar. Trata-se de uma moto com carroceria de carro pequeno. São muitos. Aqui não se vê moto de cilindrada maior que 250. O hotel que eu pretendia ficar estava lotado, pois a turma da expedição grande tinha reservado todos os apartamentos. Fui em busca de outro e graças a Deus encontrei um bom. São muito atenciosos e tentar entender o que um e outro fala se tornou uma diversão. Cheguei no final da conquista da seleção brasileira em cima da Espanha. Aqui todos conhecem os jogadores do brasileiros. Eu estava fora do Brasil, estava acontecendo. Bom demais.

Interoceânica peruana

Ponte sobre o rio Madre de Dios - Puerto Maldonado

Me lo merezco porque yo también soy hijo de Dios. Rs!!

Comemorei
DVD América sem fronteiras em breve!!! Fotos, vídeos e relatos!

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